30 de janeiro de 2013

Festa de São Sebastião em Peçanha

      PARÓQUIA DE SANTO ANTÔNIO, PEÇANHA MG

                                                                                                 
Nos dias 11 a 20 de Janeiro em nossa Paróquia celebrou-se a Novena ao nosso Glorioso São Sebastião, um dos grandes Mártires da Igreja. Onde todo o povo da Igreja Católica expressa sua fé implorando sua intercessão, com fé e esperança de alcançar a graça, que pedi intercessão do grande santo.
Também, nossa comunidade paroquial, desenvolveu com grande empenho a Liturgia bem dinamizada durante as missas, sempre na medida do possível com equipes diferenciadas, favorecendo aos fiéis  a rezar bem e melhor, pois, quando o ambiente  é bem organizado e dinamizado o nosso louvor a Deus fica mais degustável, ou seja saboroso. Deus merece o melhor de nós.
Queremos parabenizar a equipe da Pastoral da Criança, que organizou as barracas, para vender o delicioso feijão tropeiro, caldo, leilão e outros saborosos salgados, para arrecadar fundos para ajudar na construção da Capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição no Bairro Alvorada e, para algumas necessidades da Pastoral da Criança.
Os nossos sinceros agradecimentos aos colaboradores diretos e indiretos, em todos os sentidos de colaboração, para que nossa novena e barracas pudessem desenvolver-se bem!
Como juntamente a novena de São Sebastião, foi bem explorado o Ano da Fé, acompanhamos o trecho da Carta Apostólica que Bento XVI divulgou: O Papa analisa que nos dias atuais, mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm de uma mentalidade que reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. "Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas tendem, embora por caminhos diferentes, para a verdade", ensina.

Da mesma forma, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. "O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este 'estar com Ele' introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita".

A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: "de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou", adverte.

Por fim, Bento XVI lembra que Jesus Cristo, em todo o tempo, convoca a Igreja, confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo.
Para bem abrilhantar e finalizar nossa novena, alguns casais do cursilho preparou uma cavalgada, que deu inicio as 17h do dia 19, chegando a Matriz, próximo o horário da missa, recebendo a benção e logo em seguida participaram da Santa Missa.
Após a Missa, apresentação da banda de música LIRA  DA PAZ e fogos pirotécnicos. Esse foi o momento de fé vivenciado pela nossa comunidade paroquial.                                                                                                     
Na oportunidade, convidamos a todos os católicos para celebrarmos com  piedade  e fervor o tempo da Quaresma e a Campanha da Fraternidade: inicio dia 13/02/2013, quarta-feira de CINZAS. Este ano voltado para o tema da juventude e o projeto de ajudar e aprender com os jovens a celebrar a fé em tempos de” mudança de época” e novas tecnologias.
paróquia.pecanha@yahoo.com
Padre José Aparecido dos Santos – administrador  paroquial          
 Parabéns ao Pe. José Aparecido e paroquianos pela belíssima festa.

Observação:Sabemos que outras paróquias também celebraram e festejaram São Sebastião, mas o Catecom divulga o que  lhe é enviado. Como o padre José Aparecido teve o cuidado de enviar-nos o informativo  sobre o acontecimento, em sua paróquia , com carinho e muito prazer ,nós divulgamos.

29 de janeiro de 2013

Encontro de Liturgia e Canto Pastoral com Irmã Míria T. Kolling








" ...a música é mesmo 'mediadora da transcendência', a linguagem do belo, o caminho privilegiado para chegar a Deus, Beleza infinita!"


Liturgia e Canto Pastoral em Guanhães, MG. com Ir. Miria T. Kolling

26 a 28 de abril– Encontro de Liturgia e Canto Pastoral na Diocese de Guanhães, MG. Coordenador: Pe. Eduardo Ribeiro, cssr. Contatos: Cúria Diocesana, com Poliana ou Simone. Fone (33) 3421-1586; e-mail: mitra@ghnet.com.br ou diocesegh@ghnet.com.br . Local do Encontro: Centro Pastoral – Paróquia São Miguel e Almas, em Guanhães.

26 de janeiro de 2013

Quando eu voltar



O ano recomeça a todo vapor. Hora de planejar nossa catequese. Em breve estaremos com nossos catequizandos após esse período de férias. Partilho com vocês catequistas esta mensagem.

QUANDO EU VOLTAR...

Quando eu voltar, vou sorrir mais. Terei mais entusiasmo pelas coisas de Deus. Exercitarei mais os pequenos gestos. Deixarei claro que a catequese que eu vivo é autêntica, alegre, viva, cheia de vida. Quando eu voltar, darei mais abraços. Servirei a Deus com mais ânimo. Tentarei deixar de lado as dificuldades.

Quando eu voltar, quero amar mais ainda minha missão. Com mais brilho no olhar, brilho que me faz mais humano, feliz, interessado. Quero olhar com carinho, atenção e afeto cada rostinho que se apresentar.

Quando eu voltar, quero ficar menos triste com os pais pouco interessados, e rezar por eles. Quero vibrar com os pais que também vibram com as coisas de Deus e apoiam a catequese. Quando eu voltar, quero continuar amando a minha missão e arranjar tempo, em meio a tantos compromissos, para reuniões e encontros.

Quando eu voltar, quero reclamar menos dos padres e de tantas outras coisas que vivo reclamando. Minhas palavras precisam exprimir otimismo, satisfação e alternativas.

Quando eu voltar, quero ser mais humano, agradecer, chorar, sorrir, espalhar o amor que vale, pois Deus me faz amor.

Quando eu voltar, quero ser um catequista que incomode, que toca os corações, transforma ambientes, ser discípulo missionário.

Quando eu voltar, quero ser apaixonado pela catequese, cheio de ardor, de emoção na busca incessante de alçar novos voos, descobrir novos caminhos, comprometido com o projeto que envolva cada um por inteiro.

Quando eu voltar, quero lutar por uma catequese como instrumento de transformação de uma sociedade justa, ética e humana.

Quero voltar, e que essa volta seja longa, duradoura, eficaz. Gritemos juntos, numa só voz: ”eu estou voltando, e voltando com tudo. Pois a catequese é a minha missão. Por isso, vou gritar, eu estou voltando”.

Catequista força e coragem. A Igreja precisa de você, Jesus Cristo conta com você. As crianças te esperam, vá e anuncie que Jesus Cristo é o Senhor da vida.

(Adaptação do texto de Alberto Meneguzzi)

Roberto Magno
Comunidade Nossa Senhora de Nazaré
Joanésia-MG

Alguns trechos da mensagem do papa para dia mundial das comunicações enfoca redes sociais



No dia em que a Igreja celebra S. Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, a Sala de Imprensa da Santa Sé apresentou na manhã da quinta-feira, 24 de janeiro, a Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 12 de maio.


Amados irmãos e irmãs,


Encontrando-se próximo o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2013, desejo oferecer-vos algumas reflexões sobre uma realidade cada vez mais importante que diz respeito à maneira como as pessoas comunicam atualmente entre si; concretamente quero deter-me a considerar o desenvolvimento das redes sociais digitais que estão a contribuir para a aparição duma nova ágora, duma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade.


Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana. A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contatos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nestes espaços não se partilham apenas ideias e informações, mas em última instância a pessoa comunica-se a si mesma.O desenvolvimento das redes sociais requer dedicação: as pessoas envolvem-se nelas para construir relações e encontrar amizade, buscar respostas para as suas questões, divertir-se, mas também para ser estimuladas intelectualmente e partilhar competências e conhecimentos. Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais. Por isso, as redes sociais são alimentadas por aspirações radicadas no coração do homem...

...O desafio, que as redes sociais têm de enfrentar, é o de serem verdadeiramente abrangentes: então beneficiarão da plena participação dos fiéis que desejam partilhar a Mensagem de Jesus e os valores da dignidade humana que a sua doutrina promove. Na realidade, os fiéis dão-se conta cada vez mais de que, se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial. O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. As redes sociais são o fruto da interação humana, mas, por sua vez, dão formas novas às dinâmicas da comunicação que cria relações: por isso uma solícita compreensão por este ambiente é o pré-requisito para uma presença significativa dentro do mesmo.A capacidade de utilizar as novas linguagens requer-se não tanto para estar em sintonia com os tempos, como sobretudo para permitir que a riqueza infinita do Evangelho encontre formas de expressão que sejam capazes de alcançar a mente e o coração de todos. No ambiente digital, a palavra escrita aparece muitas vezes acompanhada por imagens e sons. Uma comunicação eficaz, como as parábolas de Jesus, necessita do envolvimento da imaginação e da sensibilidade afetiva daqueles que queremos convidar para um encontro com o mistério do amor de Deus...


...A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, é posta em evidência pela partilha da fonte profunda da sua esperança e da sua alegria: a fé em Deus, rico de misericórdia e amor, revelado em Jesus Cristo...

...Para aqueles que acolheram de coração aberto o dom da fé, a resposta mais radical às questões do homem sobre o amor, a verdade e o sentido da vida – questões estas que não estão de modo algum ausentes das redes sociais – encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. É natural que a pessoa que possui a fé deseje, com respeito e tato, partilhá-la com aqueles que encontra no ambiente digital...

...Entretanto, se a nossa partilha do Evangelho é capaz de dar bons frutos, fá-lo em última análise pela força que a própria Palavra de Deus tem de tocar os corações, e não tanto por qualquer esforço nosso. A confiança no poder da ação de Deus deve ser sempre superior a toda e qualquer segurança que possamos colocar na utilização dos recursos humanos. Mesmo no ambiente digital, onde é fácil que se ergam vozes de tons demasiado acesos e conflituosos e onde, por vezes, há o risco de que o sensacionalismo prevaleça, somos chamados a um cuidadoso discernimento...

... As redes sociais, para além de instrumento de evangelização, podem ser um fator de desenvolvimento humano. Por exemplo, em alguns contextos geográficos e culturais onde os cristãos se sentem isolados, as redes sociais podem reforçar o sentido da sua unidade efetiva com a comunidade universal dos fiéis. As redes facilitam a partilha dos recursos espirituais e litúrgicos, tornando as pessoas capazes de rezar com um revigorado sentido de proximidade àqueles que professam a sua fé...

...As redes facilitam a partilha dos recursos espirituais e litúrgicos, tornando as pessoas capazes de rezar com um revigorado sentido de proximidade àqueles que professam a sua fé.Mas estas redes podem também abrir as portas a outras dimensões da fé. Na realidade, muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contato inicial feito online – a importância do encontro direto, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé. Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas. Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até aos confins da terra.

 Enquanto de coração vos abençoo a todos, peço ao Espírito de Deus que sempre vos acompanhe e ilumine para poderdes ser verdadeiramente arautos e testemunhas do Evangelho. «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15).

Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – do ano 2013.
 Fonte: CNBB Leste II.

25 de janeiro de 2013

"Experiência mística não é ver seres de um outro mundo. É ver este mundo iluminado pela beleza". Rubem Alves


                                                       A Mística que transforma!
A Mística une serviço (ministério) e prazer, revela o prazer do serviço ao irmão nas pegadas de Jesus. Ela conjuga e combina dor com prazer, sofrimento com alegria, labuta com gozo. São muitos os desafios e dores que o Catequista enfrenta no processo catequético, mas tudo isso vale a pena pela alegria de ver uma pessoa que "nasceu de novo", que aprendeu a ver o mundo com outro olhar e se apaixonou por Jesus Cristo e sua proposta.
O chamado a ser catequista pode vir de muitas vozes humanas que soam dentro de nós. Ele se torna Mística no momento em que percebemos esse soar humano como sinal, sacramento de uma voz mais profunda de Deus em nós.
É  preciso parar para ouvir a voz deste Amado que soa dentro de nós. Os momentos de intimidade com Deus alimentam e dão novo sabor ao nosso dia-a-dia.

"Nada pode ser mais importante do que encontrar Deus.
Ou seja, apaixonar-se por Ele de uma maneira definitiva e absoluta.
Aquilo pelo qual estás apaixonado agarra a tua imaginação e acaba por ir deixando a sua marca em tudo.
É isso que vai determinar o que te faz sair da cama cada manhã, o que fazes com as tuas tardes, em que empregas os teus fins-de-semana, o que lês, o que conheces, o que te faz sentir o coração desfeito, e o que te faz transbordar de alegria e gratidão.
Apaixona-te!
Permanece no Amor!
Tudo passará a ser diferente."
                                                                     Pedro Arrupe, sj

A educação da Fé é uma Arte.

 


A Educação da Fé é uma arte. Precisa de cuidados também com o espaço onde a catequese acontece. O ambiente deve ser agradável, acolhedor e levar à interiorização. Na medida do possível, é preciso deixar o espaço do encontro catequético limpo, arejado, sem muitos cartazes.
É importante trabalhar com símbolos, daí será fácil entender aqueles usados na Liturgia: água, vela, óleo, incenso.
A educação da fé na pós-modernidade é uma arte refinada. Mas esta não é uma mera adequação da catequese aos tempos modernos. É mais profundo. É uma questão de coerência em relação à sua própria mensagem, o próprio Cristo, e também ao que a Igreja tem nos pedido. Diz o Diretório Nacional de Catequese, quando aborda a linguagem, meios e instrumentos da catequese: "Às vezes a transmissão da mensagem evangélica fica prejudicada pelo uso de uma linguagem inadequada..."

(Do livro: O BELO, O LÚDICO E O MÍSTICO NA CATEQUESE.)


Visite-nos Senhor a tua alegria...

Visite-nos, Senhor, a Tua alegria. 
Seja ela o dom que sustém esta hora da nossa vida. 
Tenha o poder de reedificar, em nós, o caído, 
de aclarar a tenda que a noite atribulou, 
de unir aquilo que a pressa ou o cansaço interromperam.

Seja ela o sinal da leveza com que nos vês, 
a carícia que nos estendes no tempo, 
o assobio do Pastor que inaugura as tréguas.

Dá-nos Senhor, neste tempo, 
a alegria como alento revitalizador: 
inscreva ela em nós o sabor da vida abundante e multiplicada; 
perfume cada um dos nossos gestos com o outono dos frutos;
traga às nossas palavras a luz com que as folhas douram e
avermelham os caminhos de uma repentina doçura. 
Pe. José Tolentino Mendonça




O lúdico que liberta...
O lúdico é uma dimensão presente em todas os aspectos da vida humana. Além disso, manifesta-se, de modo diverso, em todas as culturas. Há uma variedade enorme de manifestações típicas de nossa natureza lúdica: jogos, brincadeiras, praças. jardins, parques de diversões... Festas, ritos, celebrações, inúmeras expressões de alegria e humor... Instrumentos musicais, canções, danças, poemas, teatro, cinema...

Mas, é preciso ficar atento, pois nem toda experiência lúdica liberta. Há jogos violentos, que são verdadeiras experiências de degradação da dignidade da vida humana. Há brincadeiras de péssimo gosto que podem se tornar até desumanas, provocam humilhação e ofendem a moral e a dignidade da pessoa. O mesmo pode ser observado em nossos modos de divertir: há diversões cansativas, outras excludentes e exploradoras, e outras ainda, violentas, perigosas e que colocam em risco a própria vida. Há modos de festejar dos quais saímos piores, sentimos até mal-estar no dia seguinte...

                                                                                                Jesus é a fonte da verdadeira alegria!
(Do livro O BELO, O LÚDICO E O MÍSTICO NA CATEQUESE)

24 de janeiro de 2013

Beleza-transmissora da fé!


       A catequese, em seu esforço de educar a fé de crianças, jovens e adultos, pode optar por uma pedagogia da observação da beleza da natureza, do mundo, do cosmos com seus mistérios e, com isso, desenvolver atitudes fundamentalmente humanas: o silêncio, a admiração, a internalização da espera. a harmonia, generosidade, adoração e contemplação. Aproximação com a ciência, sobretudo a física, nos ajuda nesta tarefa. A física, a biologia ou a cosmologia têm causado mais admiração e reverência ao Mistério do que nossos discursos, sobretudo com jovens.
     As obras de arte, sobretudo as inspiradas pela fé cristã, - pinturas e mosaicos, esculturas e arquitetura, a literatura, poesia e prosa, o cinema, a música, o teatro, a dança e muitos outros, que permanecem inalterados pela paisagem do tempo - permitem comunicar uma experiência intuitiva.
       Na arte, a beleza aprende uma linguagem particular que desperta emoção, admiração e conversão. Uma obra de arte cristã não só transmite a mensagem do artista, mas a verdade do mistério do amor de Deus.
         A arte nos faz perceber Deus em todo lugar.
         Nossa catequese pode se beneficiar de boas exposições.
         Quanto ao uso de gravuras e cartazes: que sejam belas e sem excesso de detalhes, para ajudar a concentrar a atenção. Isso não significa que não iremos usar gravuras ou imagens de situações de dor, sofrimento, miséria, injustiça... Ao usar gravuras ou quadros de Jesus ou Maria precisamos observar se correspondem com fidelidade ao que está descrito nos evangelhos. Por  exemplo: Jesus não era loiro, nem tinha olhos azuis. Essas observações também valem para pequenos vídeos da internet, imagens etc.
      A arte cristã possui muito bom gosto e, como vimos, conduz ao Mistério. 
     Gravuras, poesias, músicas, filmes, teatros,histórias em quadrinhos a Bíblia é um livro cheio de poesia e linguagem simbólica que pode inspirar a catequese e a oração, como os Salmos (cf. os Salmos 6,19,23.131,139...) Há lindos textos de Isaías e outros profetas, de Paulo e de São João, que podem  ensinar a orar a partir da Palavra de Deus.

(Do livro O BELO, O LÚDICO E O MÍSTICO NA CATEQUESE)

23 de janeiro de 2013

Catecom no Facebook

O nosso Catecom agora está também no Facebook!
Curta, comente e compartilhe!

Acesse: http://www.facebook.com/pages/Catecom/314936071940092

" Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza". Papa Bento XVI.

                              Como levar a nossa catequese à experiência do BELO?

A primeira condição é que o próprio catequista procure crescer na capacidade de distinguir o que é verdadeiramente BELO. Ele precisa ser capaz de se maravilhar pela beleza da natureza, do ser humano com seus dons criativos e artísticos.Precisa sentir-se atraído para o silêncio e a contemplação, procurando o encontro com Deus, o grande Artista da criação. O catequista jamais transmitirá o que ele mesmo não tiver. Como podemos ser críveis em nosso anúncio de uma "boa nova", se nossa vida não consegue manifestar a beleza de viver?". Cada encontro catequético deveria ser lugar da experiência de beleza, de Deus mesmo.
            (Do livro O BELO, O LÚDICO E O MÍSTICO NA CATEQUESE)


"Contemplar o belo é fazer das pequenas coisas um espetáculo aos nossos olhos.
É dialogar com os amigos, elogiar as pessoas, Amar os desafios da vida.
É admirar as crianças, saber ouvir as histórias dos idosos.
É descobrir as coisas lindas e ocultas que nos rodeiam.
É admirar as nuvens, os cantos dos pássaros, o baile das folhas sob a orquestra do vento.
É perceber além das imagens e das palavras...."




22 de janeiro de 2013

O Belo, o Lúdico e o Místico na catequese.

                 O Belo e o Lúdico levam ao Místico, à experiência de se sentir abraçado pelo grande Mistério que nos envolve: amar e ser profundamente amado por Deus, de forma gratuita, total e absoluta.
                O Belo, o Lúdico e o Místico se entrelaçam. Influenciam-se mutuamente e levam às dimensões mais profundas de uma fé que faz feliz e dá resposta aos anseios mais profundos do ser humano.

Deus, o grande Artista, fala através da beleza.
Deus não se revela diretamente, mas sempre através de mediações ou SINAIS. Muita coisa nos "fala" dele, a começar da criação, um grande sinal de Deus. Facilmente, nos sentimos tocados por uma flor, um céu estrelado, um riacho ou queda d´água... O próprio ser humano é uma maravilha que nos fala de Deus. Também a arte, a poesia, a música, a literatura feitas por mãos humanas, nos atraem para o grande Artista que criou o universo.
O "Belo" é um grande meio na nossa catequese para levar os catequizandos a Deus.

( Do livro O BELO, O LÚDICO E O MÍSTICO NA CATEQUESE Comissão para Animação Bíblico-Catequética CNBB- Secretariado Regional Leste II)

                                    Se eu fosse um padre   
                                                                         Mário Quintana



Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado
— muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma
...e um belo poema — ainda que de Deus se aparte —
um belo poema sempre leva a Deus!

Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 105.

                               

Psicologia das Idades - Parte III


PSICOLOGIA DA CRIANÇA – parte III
ADOLESCÊNCIA – 12 ANOS OU MAIS
"A Igreja vê os Adolescentes como "esperança", mas, por outro lado também os sente como um grande desafio para o futuro da própria Igreja." (DGC 182)
Nesta última parte desse tema sobre a psicologia na catequese chegamos na idade que eu particularmente acho mais desafiadora, a adolescência. É um tempo de dúvidas, crises, críticas, onde não podemos impor a prática religiosa e sim conduzi-los a essa prática, para isso nós catequistas devemos ouvi-los para assim darmos os devidos rumos necessários para o contato com Deus. Lembro-me que às vezes nos encontros, tudo que eu havia preparado ficava de lado quando um assunto relacionado à escola, família ou televisão era levado pelos meus crismandos, acho importante no começo dos encontros questioná-los sobre como está indo a vida em família, na escola e na sociedade e o que eles estão habituados a ver na televisão e assim conduzir todos os assuntos para a vivência que Deus exige de nós. Vamos meditar sobre eles:
Características: Busque conhecer pessoalmente o que é adolescência e o adolescente. Isto porque, é uma idade em que tanto o menino quanto a menina está em busca de assumir uma personalidade pessoal, descobrir sua identidade, sua liberdade, o amor, participação, esperança e a realização pessoal. Na busca de construir sua personalidade procura identificar-se com pessoas que construíram sua personalidade e se realizaram na vida. Gosta de seguir a moda, cria ídolos, gosta de heróis atuais da TV e dos filmes, cantores de celebridade instantânea e das redes sociais criadas pela internet. Os catequistas devem trabalhar com a “pedagogia do herói” e procurar apresentar Jesus Cristo como modelo de vida. É uma fase de vida que pode ser chamada de idade das transformações, das mudanças e das indecisões.
Revolução física: O seu corpo que desenvolvia harmonicamente durante a infância, agora entra em “revolução”, com mudança geral. É um desconforto e insatisfação total e geral. Daí vem as crises, problemas, dúvidas religiosas, conflitos, mudança de religião, revoltas, desperta para os vícios, a masturbação, o fumo, o álcool. O seu EU, está em conflito. Começa então a questionar, a criticar até mesmo as práticas religiosas. Aprende que Deus é bom, criou tudo por amor, mas agora não entende porque existe o mal. Vive fazendo perguntas, mas as respostas eles não as encontram dentro de si. A catequese para eles é muito importante como formação e orientação, ajuda a organizar sua vida, o seu mundo interior que se encontra desorganizado, desde que se disponham a receber os ensinamentos.
Gosto pela vida em grupo: a espiritualidade está fundamentada na amizade. No grupo encontra compreensão, confiança, estima de que tanto precisa. As amizades que faz nem sempre são verdadeiras e objetivas, por serem ainda bastante egocêntricos. Um dos perigos da catequese é o catequista cair no sentimentalismo com os adolescentes, as festas de oba-oba, o que às vezes acontece com grupos de perseverança e grupos de jovens, que não perseveram, devido às festividades e falta de boa formação dos catequistas, sobretudo num planejamento bem concreto e fundamentado de critérios.
Necessidade de auto afirmar-se: Outra característica marcante no adolescente é a autoafirmação, que é uma tentativa de afirmar-se que ele construiu sua personalidade, quer tornar-se independente e dirigir sua própria vida. Não gosta de ser tratado como criança. Recusa toda lei imposta de fora. O adolescente quando criança tinha sua segurança em seus pais, agora ele busca sua segurança, não mais fora, mas nele mesmo. Por isso se apoia mais em suas próprias opiniões do que nas dos outros. É importante ouvir suas decisões e respeita-los na sua liberdade de escolha e opinião e orientá-los.
A descoberta do outro no amor: é uma idade em que Deus, pelas leis da natureza, põe no corpo e no coração, um apelo profundo para o outro corpo, um outro coração. É uma descoberta do mundo do coração que se manifesta nas primeiras experiências de “namoro”. Essa necessidade é um apelo do presente para preparar o futuro. A espera é um tempo concedido para aprender a amar. A orientação dos pais e catequistas é indispensável para o adolescente, para que ele possa viver seu amor de forma adequada e transparente, com segurança e maturidade.
Está em contínua busca com ele mesmo: não se deve impedir sua vida que está desabrochando. Devemos caminhar em contínua busca do novo junto com eles. Ajuda-lo a descobrir e viver a fé. Sustentando-o, tornando-o confiante e acreditando nele, apesar dos insucessos. Educar a liberdade nascente, ajudando-o na busca de sua personalidade cristã. A catequese não deve se opor à expansão dessa liberdade nascente. Deve proporcionar-lhe descobertas em vez de impor, pois verdade, para ele é aquilo que ele descobriu e não o que os outros dizem.
Idealista, amante das emoções, inseguro, contador de vantagens: Tanto os meninos quanto as meninas gostam de ter emoções fortes, sentimentos diferentes. Sentem necessidade de se realizar, de crescer, desenvolver-se no campo da inteligência e experiência sensível. Sentem-se inseguros diante de seus conflitos psíquicos e não sabem como conduzir seus impulsos físicos recém-despertados. Procuram em Deus esse apoio, devido à crise existencial que está, vivendo numa religiosidade muito pessoal e íntima, devido a sua situação afetiva. A grande insistência na vida do adolescente é a necessidade de amar e ser amado. Se ele não puder expressar seu amor, se não for amado, compreendido e se for ainda desprezado, ele pode transferir seu amor para os vícios, devido sua carência e incompreensão, correndo o risco até mesmo de se despersonalizar. Quando o peso da responsabilidade o oprime, não tendo ainda treinamento da vontade, sente vontade de voltar à infância (idade das mil maravilhas). Desanima, rebela-se, revolta-se ou então se desliga por completo do meio familiar e vai buscar complementação na rua e nos estranhos.
Conclusão final
Como catequistas, é nosso dever missionário fazer ressoar com renovado ardor a palavra de Deus na evangelização, construindo um mundo novo, cheio de justiça, fraternidade e amor, pois as crianças e jovens serão o futuro da nossa Igreja. Busquemos ser bons catequistas, renovados, tendo como primeira missão, realizar o esforço do viver e pensar equilibradamente a fé. Respeitando a mentalidade do nosso povo com suas diversidades culturais tornando Jesus Cristo presente com sua ação salvadora e transformadora no hoje e agora, pois ele é o Senhor da história, do destino e do equilíbrio psíquico da humanidade.

Roberto Magno
Comunidade Nossa Senhora de Nazaré
Joanésia - MG

21 de janeiro de 2013

IMPERDÍVEL!

                                  

Irmã Míria T. Kolling estará em Guanhães nos dias 26 e 27 de abril,  para assessorar o encontro: Liturgia  e Canto Pastoral.
 Será um momento muito especial para todos nós, agentes de pastoral da Diocese de Guanhães.
Anote em sua agenda e divulgue para que outros possam participar.

Contatos: Pe. Eduardo Ribeiro e Cúria Diocesana: mitradiocesana@ghnet.com.br (33)3421-1586.

Quer saber  quem é  Irmã Míria T. Kolling?
 Acesse: www.irmamiria.com.br.

18 de janeiro de 2013


Confira o vídeo! De acordo com  a última postagem Pais são espelhos para os filhos.


Uma reflexão - “Pais são espelhos para os filhos”



Pai...
  1. Não me dês tudo o que te peço. Às vezes meus pedidos querem apenas ser um teste, para ver o quanto posso pedir.
  2. Não grites comigo. Eu te respeito menos quando o fazes; e me ensina a gritar também, e eu não quero fazer isso.
  3. Não me dês ordens a todo o momento. Se, em vez de mandar, algumas vezes externasses teus desejos sob forma de pedidos, eu o faria mais rapidamente e com mais gosto.
  4. Cumpre as promessas que fazes, boas ou más. Se me prometes um prêmio, deves concedê-lo; assim como um castigo.
  5. Não me compares a ninguém, especialmente com meus irmãos. Se me colocas acima deles, alguém vai sofrer. Se me colocas abaixo, eu é que sofro.
  6. Não mudes de opinião a cada momento sobre o que devo fazer; pensa antes, mantendo a decisão.
  7. Deixa que eu faça, acertando ou errando; se fazes tudo por mim, serei eternamente dependente.
  8. Nunca pregues uma mentira nem me peças que eu o faça. Isso criará em mim um mal-estar e me fará perder a confiança em tudo o que afirmas.
  9. Quando te enganas em alguma coisa, admite-o francamente. Isso não te diminuirá a meus olhos; pelo contrário, te fará crescer, e eu aprenderei a assumir minhas faltas.
  10. Quando te dás conta de um problema meu, não digas que é bobagem, que o tempo corrige ou que não tens tempo. Eu preciso ser compreendido e ajudado.
  11. Trata-me com a mesma amizade e a mesma cordialidade com que tratas teus amigos. Pelo fato de pertencermos à mesma família, não significa que não possamos ser amigos também.
  12. Nunca me ordenes fazer uma coisa quando tu mesmo não a fazes. Eu aprendi a fazer sempre e apenas aquilo que tu fazes, e não aquilo que tu dizes.
  13. Ensina-me a amar e conhecer a mim próprio e a Deus. Tudo que me ensinarem a respeito de Deus, nunca entrará no meu coração e em minha cabeça, se tu não conheces nem amas esse mesmo Deus.

Autor desconhecido

Confira!

Para sua formação, leia,divulgue:

http://cursodoirpac.blogspot.com.br/2013 e,
catequesehoje.org.br

17 de janeiro de 2013

A Psicologia das idades - parte II



Psicologia da criança – Parte II
Pré-Adolescência – 9 a 12 Anos
Continuando nosso assunto sobre nossas crianças quero relembrar aqui que este não é um estudo sobre sistemático sobre psicologia como uma faculdade e sim uma sugestão para que nossos catequistas observem seus catequizandos e assim possam compreendê-los melhor.
Nessa idade de 9 a 12 anos, o ensino tem de ser muito concreto, seguro e claro para educar e formar a inteligência. Agora se faz necessário uma catequese viva, ativa e de “experiências” ou “vivências” de Fé muito profundas. Aqui, mais o testemunho do que as palavras.
A partir dos 10 anos a criança está mais calma… como que descansando, para entrar na grande crise da adolescência. Vejamos:
CARACTERÍSTICAS: O pré-adolescente aparenta ter certo equilíbrio, é capaz de prestar bastante atenção ao executar um trabalho contínuo. Se soubermos cativá-lo, poderemos com facilidade conhecer seu caráter e conduzi-lo para o bem. Gosta de encontrar-se com seus colegas, tem interesse por tudo que vê, desejando saber como se faz e para que serve. Gostam de jogos coletivos, como futebol e outros jogos organizados em equipe e estão antenados com as redes sociais e jogos da internet.
IDADE DA AÇÃO: A criança é atraída pelo mundo exterior, o que interessa é o que vê, o que toca, o que pode medir. É a idade positiva, tendo mudado muito o seu comportamento, provoca o colega para mostrar que é o “tal” o “forte”. Os meninos desejam ser superiores às meninas, desde cedo apresenta sintomas de marxismo. Seu mundo religioso apoia-se no concreto e na ação. Ela não pode ter a ideia de mistério sem concretizá-lo. O que Deus faz, o que a Igreja faz. Sua fé necessita de exteriorização. Procura regras de ação religiosas, indaga como fazer uma boa ação, uma boa confissão, quer saber como fazer uma boa comunhão.
IDADE DO CONFORMISMO SOCIAL: Estas crianças sentem-se atraídas pelo grupo que os cerca. É a idade do grupo de amigos. Ela deixa-se influenciar com muita facilidade pelos amigos. Passa a valorizar menos a família, não se despertando com facilidade para os valores e aspectos socioeconômicos que lhes rodeia. Aos 11 e 12 anos, surge a crise mais dura e de suma importância para o adolescente: “A necessidade de autoafirmação”. Deixa de vez de viver sob pressão, vive a fase da reação para uma futura adaptação total. Na fase da reação, é a que mais necessita de ajuda do catequista e dos pais.
IDADE DO HÁBITO E DA MEMÓRIA: Elas têm grande capacidade de memorizar e gosta disso. Gosta de metodologia de regras, gosta daquilo que é fixo. Gosta de apresentar o seu trabalho para que todos o valorize e a elogie, gosta do que é bem feito, bem treinado e ensinado, principalmente os gestos, danças e fórmulas bem recitadas. Fica muito satisfeita consigo mesma.
ATITUDE DOS CATEQUISTAS E DOS PAIS: Sempre partir do que é concreto e bem fundamentado. Falar com ação, gestos e palavras, figuras e exemplos, dizer sobre a ação do homem e admirá-la, colocar a situação da realidade que o envolve e a situação social que lhe acompanha, no aspecto político e religioso, refletir à partir do princípio de que a toda ação é criada por Deus. Fazer com que as crianças participem das celebrações litúrgicas. É a melhor época para falar em comunidade e lhe dar a ideia de Igreja-Comunhão e comunidade unida. A Lei de Deus deve ser bem apresentada como lei do amor, exigência para se progredir na vida. Não dê muita atenção às mentiras quando perceber tratar-se de imaginação fértil, importante para o seu total crescimento. Exigir as tarefas, no sentido de despertar-lhes o senso de responsabilidade, evitar preferências para com uns e não atenção com outros, buscando-lhes proporcionar um clima de companheirismo entre todos.
ALGUMAS SUGESTÕES DE ATIVIDADES E RECURSOS: desenvolver a criatividade através de atividades bem movimentadas; catequizá-las com carinho e paciência, catequistas e os pais não devem somente falar de religião, mas praticar junto com elas o que é ensinado dando um verdadeiro exemplo de vivência. Buscar descobrir seus dons e qualidades. Usar textos para dinâmicas em grupo. Ensiná-los a ter em mãos a Bíblia e aprender a amá-la. Quando possível, usar músicas, filmes, dança, teatro, gincanas bíblicas e exposição de trabalhos. Coloca-los para participar de celebrações litúrgicas e fazer dramatizações do evangelho dominical na liturgia e/ou nas celebrações da catequese.
Em breve a 3ª parte: Adolescência (12 anos em diante)

Roberto Magno
Comunidade Nossa Senhora de Nazaré

Joanésia-MG

15 de janeiro de 2013

Estamos no Ano da Fé e da JMJ Rio!



JMJ rio 2013
O mundo dos jovens
(Trechos do livro de João Batista Libânio)
Ø O mundo dos jovens, não é um outro mundo, mas outra leitura do mesmo mundo habitado pelos adultos.
A catequese terá de fazer sempre o esforço de captar as experiências importantes para as crianças e adolescentes de hoje. Entendê-las o melhor possível a fim de traduzir para dentro delas as experiências religiosas e de fé que a geração anterior fez.
Ø Nem imposição(demagogia, saudosismo do tempo passado) nem banalização(imitação grotesca da juventude). Deve-se entender a catequese, como diálogo. Na base do diálogo há duas verdades fundamentais. Todos comungamos numa mesma humanidade-dado antropológico- e bebemos do mesmo Espírito-dado teológico.
Ø Podemos dar catequese em qualquer idade e a qualquer idade, já que entre nós existe uma ponte de comunicação.
Ø O outro lado da moeda é a diferença, a diversidade, a originalidade de cada geração, de cada grupo, de cada pessoa. Aí só a atenção, a escuta, a palavra que vai e volta. O diálogo. Trabalho experimental, ás vezes, artesanal. A catequese não pode fugir desse momento de teste, de busca, de ensaio, de risco, de erros e acertos.
Ø Antes que entulhar a criança ou o adolescente com  conteúdo e mandamentos, a catequese deve ser de preferência uma “ escola de liberdade e de responsabilidade”. Só há crescimento e educação na fé lá onde se escolhe, se decide, se assume pessoalmente, livremente. Se os condicionamentos familiares e sociais são fundamentais e necessários para todo ser humano, eles devem , no entanto, ser assumidos responsavelmente com clarividência. O que Paulo Freire disse da educação como “ prática para a liberdade”, vale também da catequese.
Ø A imagem da construção de uma casa ajuda-nos a entender o processo construtivo da identidade na juventude. Para edificar uma casa necessita-se de conhecer o terreno, os materiais disponíveis, de um lado, e , de outro, projetar a casa. Semelhante comporta-se o jovem. Ele só se constrói explorando o terreno de si e do mundo em que vive.
Ø Se continuarmos com a mesma catequese, que ontem foi um avanço, podemos estar esvaziando-a totalmente  por influência de uma cultura que desvaloriza qualquer valor absoluto, qualquer compromisso com o futuro.
  Não se trata, como alguns conservadores reagem, de voltar ao tipo de             catequese doutrinal do passado. Cabe dar um salto ao passado para frente e não recuar. E este consistiria fundamentalmente em deslocar o acento do presente para prospectivas de futuro. Valorizar as utopias, não como confirmação de doutrinas conservadoras, mas como criadoras de situações novas e superação do impasse do presentismo.
Ø Não há máquina que substitua o calor humano. Não há intensidade cibernética nem quantidade telemática que valha um sorriso ou afago de uma mãe ou filho, amigo ou mestre. A catequese pode usar todos os recursos que quiser da tecnociência, mas nunca poderá esquecer que a vida cristã se funda numa Trindade comunhão de pessoas, criando-nos para a comunhão com pessoas vivas. E Jesus quis que nossa fé se alimentasse especialmente no interior de uma comunidade de pessoas que celebram a memória do Senhor vivo. A catequese vai precisar colocar muito mais força na dimensão comunitária da fé cristã. Só ela pode oferecer um mínimo de antídoto a essa onda avassalante da tecnologia da comunicação exclusivamente eletrônica.
Ø A catequese tem duas coisas a dizer ‘a nova geração. Aprender a valorizar o prazeroso da experiência religiosa, mas mostrar que há algo mais que isso na fé cristã. Há uma dimensão de entrega, de dom de si, de disciplina que alimenta o sentido da vida. A fé sabe também agitar o horizonte da esperança.
Ajuda a situar-se no meio desse surto religioso que pode ser uma janela para a fé e vida de abertura a Deus, como também uma alienação hedonista a mais. A catequese tem papel importante nesse discernimento.
                                          A paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!




13 de janeiro de 2013

Tarefa da Catequese



A catequese é essencial na vida da Igreja. E todos, sem exceção, precisam de Catequese.
              É preciso ter muito zelo, na formação dos agentes da catequese e o primeiro cuidado, na formação deste agente é proporcionar boa catequese a ele mesmo.
                                                                                                                    
A boa formação do agente catequizador é prioridade em qualquer planejamento da pastoral catequética. É preciso constante atualização para  que o mesmo   não continue com a mesma catequese que ontem foi um avanço.
A formação deste agente deve levá-lo(a) a:        
v Dar saltos para frente, sem recuar, sem medo de repensar o que é tido como normal;
v Usar a imaginação, criatividade, valorizar o diferente, o não-convencional;
v Ter a capacidade de encontrar o questionamento certo na hora certa;
v Fazer leitura atenta e orante da Bíblia, mas também buscar outras áreas, como a linguística, geografia cultural, demografia e, naturalmente, análises de conjuntura sociopolítica;
v Ouvir as comunidades, os sofredores, os jovens, os idosos, os excluídos (É lá que Deus se revela de preferência) e acolher a todos sem distinção, pois é direito de todo batizado, de sentir-se em casa na comunidade cristã;
v Conscientizar-se de que antes de entulhar as crianças e adolescentes com conteúdos e mandamentos, a catequese deve ser de preferência uma “escola de liberdade e de responsabilidade” . Uma escola que humaniza;
v Captar as experiências importantes para as crianças e adolescentes de hoje. Entendê-los o melhor possível a fim de traduzir para dentro deles as experiências religiosas e de fé que a geração anterior fez;
v Entender a catequese como diálogo (sem imposição e sem banalização). Na base do diálogo há duas verdades fundamentais. Todos comungamos numa mesma humanidade e bebemos do mesmo Espírito;
v Aproximar-se de uma linguagem minimamente inteligível ao adolescente e ao jovem, também aos mais rebeldes, para que se considere a opinião e a representação dos mesmos nas decisões das comunidades;
v Ajudar a nova geração a valorizar o prazeroso da experiência religiosa e,
v Mostrar que a religião cristã, não é algo aterrorizante e que  Deus, não é um Deus legalista que contabiliza transgressões de mandamentos e leis e sim, um pai misericordioso, que perdoa e que corre atrás de todas as suas ovelhas perdidas. E que seu coração está inquieto enquanto não estamos amparados no seu amor.
E, à medida que todos os cristãos redescobrirem  que," quem tem assim um pai apaixonado, não fica só, nem termina abandonado!...”Recuperando essa imagem do Deus verdadeiro, pode-se superar aquelas inúmeras angústias que se tornam muitas vezes o motivo de desligamento ou rejeição às coisas ligadas a Ele ou, ainda, mesmo que
inconscientemente, a decisão de aderir à doutrina da reencarnação.
Esta é a grande tarefa da catequese: formar pessoas para que elas sejam apaixonadas por Jesus Cristo,  comprometidas com o seu projeto e,  confiantes na ressurreição depois de uma única vida para todos.
                    Eliana Maria de Alvarenga Guimarães.


11 de janeiro de 2013

"Sem formação a catequese 'dança '"!



Queridos e queridas, enquanto descansamos dos trabalhos, vamos recordar... 
“As celebrações litúrgicas, com a riqueza de suas palavras e ações, mensagens e sinais, podem ser consideradas uma “catequese em ato”. Mas, por sua vez, para serem bem compreendidas e participadas, as celebrações litúrgicas ou sacramentais exigem uma catequese de preparação ou iniciação”.
 A Liturgia, com sua peculiar organização do tempo (domingos, períodos litúrgicos como Advento, Natal, Quaresma, Páscoa...) pode e deve ser ocasião privilegiada de catequese, abrindo novas perspectivas para o crescimento da fé...”
“A catequese precisa iniciar os catequizandos à riqueza da liturgia. É tarefa da catequese introduzir no significado e participação ativa, interna e externa, consciente, plena e frutuosa dos mistérios, celebrações, sinais, símbolos, ritos, orações e outras formas litúrgicas”.

“ A liturgia, por sua própria natureza, possui uma dimensão catequética. A catequese deve ser realizada em harmonia com o ano litúrgico”.


                                                   Já começou um Novo Ano!
                                                De Abílio Gonçalves 

Através do ciclo anual, a Igreja comemora o mistério de Cristo, desde a Encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor" (NUALC nº 43 e SC nº 102). O Ano Litúrgico é o “Calendário religioso”. Contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. O Ano Litúrgico começa e termina quatro semanas antes do Natal. Tem como base as fases da lua. Compõe-se de dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa. Vejam a figura a seguir:
O Ano Litúrgico tem como coração o Mistério Pascal de Cristo, centro vital de todo o seu organismo. Nele palpitam as pulsações do coração de Cristo, enchendo da vitalidade de Deus o corpo da Igreja e a vida dos cristãos.
O Natal tem um tempo de preparação, que é o Advento; e a Páscoa tem também um tempo de preparação, que é a Quaresma. Ao lado do Natal e da Páscoa está um período longo, de 34 semanas, chamado Tempo Comum. O Ano Litúrgico começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina com o último sábado do Tempo Comum, que é na véspera do Primeiro Domingo do Advento. A seqüência dos diversos “tempos” do Ano Litúrgico é a seguinte:
CICLO DO NATAL
ADVENTO
(Advento: Inicia-se o ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas. Começa 4 domingos antes do Natal e termina no dia 24 de dezembro. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação para receber Jesus.)
Início: 4 domingos antes do Natal
Término: 24 de dezembro à tarde
Espiritualidade: Esperança e purificação da vida
Ensinamento: Anúncio da vinda do Messias
Cor: Roxa
NATAL
É comemorado com alegria, pois é a festa do Nascimento do Salvador.)





 Início: 25 de dezembro 
Término: Na festa do Batismo de Jesus
 
Espiritualidade: Fé, alegria e acolhimento.
 
Ensinamento: O filho de Deus se fez Homem
 
Cor: Branca
 

TEMPO COMUM
1ª PARTE
(1ª parte: Começa após o batismo de Jesus e acaba na terça antes da quarta-feira de Cinzas.)
Início: 2ª feira após o Batismo de Jesus 
Término: Véspera da Quarta-feira das Cinzas 
Espiritualidade: Esperança e escuta da Palavra 
Ensinamento: Anúncio do Reino de Deus 
Cor: Verde 

2ª PARTE
(2ª parte: Começa na segunda após Pentecostes e vai até o sábado anterior ao 1º Domingo do advento.) 
Início: Segunda-feira após o Pentecostes 
Término: Véspera do 1º Domingo do Advento 
Espiritualidade: Vivência do Reino de Deus 
Ensinamento: Os Cristãos são o sinais do Reino 
Cor: Verde 
 
CICLO DA PÁSCOA 
QUARESMA 


Quaresma: Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da semana santa. Tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas em que nos preparamos para a Páscoa. 

Não se diz "Aleluia", nem se colocam flores na igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Hino de Louvor. É um tempo de sacrifício e penitências, não de louvor.
Início: Quarta-Feira das Cinzas
Término: Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade: Penitência e conversão
Ensinamento: A misericórdia de Deus
Cor: Roxa


PÁSCOA

Páscoa: Começa com a ceia do Senhor na quinta-feira santa. Neste dia é celebrada a Instituição da Eucaristia e do sacerdote. Na sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano que não tem missa. Acontece apenas uma Celebração da Palavra.


                                                                                     



No sábado acontece a solene Vigília Pascal. Forma-se então o Tríduo Pascal que prepara o ponto máximo da páscoa: o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição. Ela se estende até a Festa de Pentecostes. (Pentecostes: É celebrado 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e nos envia o Paráclito.) 





Início: Quinta-feira Santa (Tríduo Pascal)
Término: No Pentecostes
Espiritualidade: Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento: Ressurreição e vida eterna
Cor: Branca

Importante:
Ao todo são 34 semanas. É um período sem grandes acontecimentos. É um tempo que nos mostra que Deus se fez presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança e acolhimento da Palavra de Deus.
"O Tempo comum não é tempo vazio. É tempo de a Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e nos trabalhos pelo Reino." (CNBB - Documento 43, 132).
                                                   
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