8 de janeiro de 2019

Memória das quatro Semanas Brasileiras de Catequese








































Memória da 4ª Semana Brasileira de Catequese


Vale a pena o vídeo!


11 de setembro de 2018

Resumo - Roteiro para os Grupos de Reflexão-Aprendendo da História e da Realidade - Mês de Abril -Iniciação à Vida Cristã - Processo Catecumenal -Segundo encontro

                                     UM CAMINHO A SER PERCORRIDO À LUZ DA FÉ


O Evangelho de Lucas 24, 35- 48 começa, quando os discípulos de Emaús voltam a Jerusalém à comunidade. Entram na sala, onde estão os apóstolos e contam o que o Senhor tinha feito com eles. Nesse  exato momento, aparece Jesus . Por que o Senhor aparece exatamente na hora da narração ? Por que não apareceu antes ou depois? Como o senhor se identificou ?Ele mostrou as mãos e os pés. Imediatamente pensamos nas chagas. Por que as mãos e por que os pés? Ele foi um grande andarilho. Caminhou para que as suas mãos tocassem os cegos e os fizessem ver;  tocassem a pele machucada de um leproso e o curasse. O senhor soprou e abriu-lhes a inteligência. Precisamos ter a inteligência aberta. A inteligência percebe a realidade, por ela lemos a escritura, podemos entender o projeto de Deus, como a história se constrói e, na história, percebemos seu agir.




A partir do segundo século, a Igreja aos poucos, estruturou um processo para iniciação de novos membros à Comunidade Eclesial,  como o cristão prontos a celebrar a fé e a assumir a missão. Tal processo de iniciação, mais tarde, foi denominado Catecumenato. Sua finalidade era possibilitar, por meio de um itinerário específico de iniciação,  a preparação, prioritariamente de pessoas adultas, que tinham manifestado o desejo de assumir a "fé da igreja". Elas aceitavam entrar e prosseguir, por um caminho bem articulado de aperfeiçoamento do propósito de conversão, celebrado na recepção dos  "sacramentos da iniciação cristã". Era um caminho que acolhia a salvação de Deus e se expressava na vida da Comunidade . Por isso, ao longo do itinerário  catecumenal, havia uma série de ensinamentos,  um conjunto de práticas litúrgicas e, de modo especial, uma séria demonstração de vida cristã, através da participação na vida da Comunidade .

O declínio do processo catecumenal aconteceu, no contexto do que se chamou de cristandade, quando a maioria das pessoas se tornou cristã. Gradativamente, a transmissão da fé cristã acontecia como herança recebida. As pessoas nasciam em ambiente cristão, e iam adotando os comportamentos e as práticas do meio religioso ao qual pertenciam. Era um cristianismo herdado, transmitido como tradição familiar e social. Na cristandade medieval, os Sacramentos da iniciação eram celebradas sem muita relação entre eles. A fé encontrava expressão das devoções aos santos, nas peregrinações, v nas penitências. Grande importância passaram a ter as orações decoradas. A Palavra de Deus era proclamada nos sermões,  encenada ao longo das profissões e festas, e representada na pintura,  na escultura, no teatro, nos cantos e nas narrativas populares . Era uma catequese da Piedade popular.


 A Igreja, após o Concílio de Trento, elaborou um Catecismo, a ser utilizado pelos Párocos, centrada no conhecimento da doutrina da fé, na instrução moral, na celebração dos sacramentos e nas orações cristãs. Esta estrutura deu origem a um processo, no qual o Catecismo passou a ser a referência oficial de transmissão da fé. Este foi o modelo de caráter mais doutrinal. Uma parte da população continuou alimentar sua fé,  por meio da piedade popular.

Além da Palavra e da fração do pão, de que outras maneiras o Senhor se revela hoje?





Resumo - Roteiro para os Grupos de Reflexão-Aprendendo da História e da Realidade - Mês de Abril -Iniciação à Vida Cristã - Processo Catecumenal


Primeiro encontro : Iniciação à Vida Cristã ontem e hoje
Quando lemos o Evangelho, João 20, 19-31 a primeira internação é imaginar que essas cenas são descrições. Se assim fosse, teria sido muito fácil para os apóstolos crer em Jesus. Viram, pegaram,  tomaram e tocaram. Vemos que Tomé colocou  condição para crer,  como muitas vezes colocamos condição para amar. Quando colocamos condição para amar ou  para crer, não amamos e não cremos.  O amor é um salto no escuro . Então, Tomé não acreditou depois que tocou? Não. Ele teve que renunciar às condições para crer. Todos esses gestos de Jesus não são para os sentidos. São para o itinerário interior do amor. Os seus olhos físicos não podiam ver Jesus ressuscitado.  Jesus tinha outra dimensão. Assim, os olhos físicos não veem. O amor não vem dos olhos físicos. Quando amamos O que vemos, ainda não amamos. " O essencial é invisível aos olhos". O que vemos é sinal,Sacramento,  para que possamos alcançar o mistério maior, que a vista não alcança.



A igreja, que somos todos nós, discípulos- missionários, que seguimos e anunciamos o Senhor, é chamada, hoje, a promover um novo encontro luminoso, um novo diálogo, com novos interlocutores, reconhecendo que nos encontramos em um momento histórico de transformações profundas. O Documento de Aparecida caracteriza este momento como de " mudança de época".  Em nosso país, essas transformações assumem características comuns, que  "afetam os critérios de compreensão, os valores mais profundos" da vida, da família, da sociedade. Nesse cenário de mudança, a Igreja vive e age. Há um passado que pode impulsionar -nos a buscar constantemente novos caminhos, para que cheguemos a viver, com autenticidade e zelo ardente, o seguimento de Jesus, a partilhar com ele a missão de fazer acontecer o Reino no mundo de hoje.

Se ouvires a voz do vento/Chamando sem cessar//A decisão é tua/A decisão é tua...
Se ouvires a voz do tempo/Mandando esperar/ A decisão é tua...

Jesus formou discípulos e discípulas, instruindo-os com sua original atitude de acolhida, de compreensão e de valorização das pessoas, principalmente das marginalizadas. A vida de Jesus transformou de tal modo essas mulheres e esses homens, que,  aos poucos, foram compreendendo que a salvação Cristã é vida concreta, existência cotidiana, de relação pessoal, com Deus e com os irmãos e irmãs;  também, libertação do pecado, das injustiças e das limitações humanas. A expressão "novo" é fundamental nas atitudes de Jesus: odres novos (Mateus 9,17), mandamento novo
( João 13,34) nova Aliança (Lucas 22,20) . Tudo isso teve seu ponto alto na entrega pessoal de Jesus, da sua própria vida na cruz, na certeza da sua  ressurreição, para permanecer conosco para sempre.

O trigo já se perdeu/Cresceu, ninguém colheu/E o mundo passando fome/ Passando fome de Deus/A decisão é tua/ A decisão é tua...

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