7 de agosto de 2018

Teografia de Valmir Andrade de Faria




Meu nome é Valmir Andrade de Faria, tenho 27 anos. Filho de Raimundo Paulo de Faria e Maria das Dores de Andrade Faria. Tenho dois irmãos, sendo um casado e um solteiro, além de três sobrinhos. Moro na Comunidade do Pavão, Zona Rural de Peçanha.
Desde minha infância, sempre acompanhava minha mãe na reza do terço. Ela juntava eu e meus dois irmãos a beira da fornalha e juntos rezávamos o terço todos os dias. Participávamos também de novenas e celebrações aqui na minha região.
Em 2002, por motivos de saúde, fui inicialmente para Belo Horizonte e depois para Governador Valadares, onde, somando as duas cidades fiquei por aproximadamente dois anos e meio realizando tratamentos médicos. Após realizar o transplante renal em 2004 eu retornei para casa.
Em 2006, começou a se formar a comunidade do Pavão, começando exatamente pela catequese. Minha tia e madrinha, Maria das Dores era a catequista. Com ela a comunidade deu os primeiros passos. Ela sempre convidava a mim e a outras pessoas para dar um suporte, não somente na catequese, mas também em outras pastorais e movimentos, mas eu sempre negava. Achava que seria responsabilidade demais assumir tais compromissos. E às vezes para evitar possíveis atritos de família. E assim foi no decorrer dos anos. Participava apenas das santas missas e vez ou outra de novenas natalinas. Sempre me esquivando e não sendo um verdadeiro membro da comunidade.
Tudo mudou no ano de 2016. O ano decorria como os anteriores, minha madrinha a frente de tudo na comunidade, contando com a ajuda de poucas pessoas. No mês de maio daquele ano, aconteceu a fatalidade. Na saída do encontro de Estudo Bíblico, ocorrido na Paróquia Santo Antônio, Peçanha, madrinha teve um ataque cardíaco fulminante, vindo a falecer antes de chegar ao hospital.
Pelos três meses, após a morte de madrinha, a comunidade ficou sem ninguém a sua frente. Ficou tudo paralisado. Apenas as missas que antes eram celebradas na casa dela, passaram a ser celebradas na casa de meus pais. E no decorrer dos três meses, algumas pessoas – aquelas que a ajudava na comunidade – me procuravam e propunha que eu assumisse a coordenação da comunidade, a catequese e outras pastorais. Só que mais uma vez eu relutava em assumir. Se antes que era apenas ajudar na catequese, eu achava que era compromisso muito sério, imagina agora que seria estar na coordenação da comunidade? Aquilo seria demais pra mim.
Mas aquele chamado não vinha das pessoas, mas vinha de Deus que apenas se utilizava daquelas pessoas para chegar até meu coração. Aquele chamado, então, chegou forte ao meu coração e eu já não mais fui contra. E isso aconteceu no mês de agosto de 2016.
A partir do segundo domingo de agosto daquele ano, tive o primeiro encontro de catequese e também a primeira celebração da palavra. Tudo aconteceu em um local improvisado, a cozinha da casa dos meus pais. Eu que trazia comigo uma grande resistência em falar em público, sabia que não seria eu a catequizar, a celebrar, mas que ali eu era apenas um instrumento nas mãos de Deus e que seria o Espírito Santo falando através de mim.
Também no mês de agosto de 2016, comecei a participar dos encontros de formação, mas aí apareceu um dilema: tinha encontro de formação de catequese e simultaneamente tinha o encontro de liderança. Eu queria participar de ambos, pois muitas vezes não achava ninguém na minha comunidade que fosse comigo para ficar em um dos encontros e assim passar para a comunidade o que de mais importante tinha sido passado. E assim às vezes eu ia na formação da catequese, e outras vezes ia no encontro de lideranças. Mas tudo mudaria rapidamente.
Em um dos encontros de formação de catequese que estava participando, surgiu a necessidade de um tesoureiro pra catequese. Como ninguém se dispunha a ser o tesoureiro, a Maria José (Jó), que até então me conhecia muito pouco, me indicou. De novo veio a resistência, não queria de jeito nenhum tais compromissos. Mas conseguiram me vencer pelo cansaço. Assim eu que até então era coordenador da minha comunidade, passei a ser o tesoureiro da catequese, participando mais dos encontros de formação.
Pouco tempo depois, o padre José Aparecido me chama para uma reunião juntamente com os coordenadores da Catequese e com o coordenador paroquial das pastorais. Pauta: integrar-me a coordenação paroquial de catequese.
No início do ano de 2018 participai de um curso de formação de novos coordenadores de catequese em Belo Horizonte. Curso este que contou com a participação de coordenadores de catequese de várias dioceses do regional Leste II, onde durante cinco dias, tivemos um curso intensivo em catequese. 
Hoje faço parte da equipe diocesana de catequese, sou coordenador paroquial de catequese, sou catequista da turma de Crisma na comunidade do Pavão, além de compor o conselho Comunitário Pastoral.
A princípio, pode parecer uma missão muito difícil e complicada, mas a partir do momento que fazemos por amor a Deus e ao próximo e nos abrimos à ação do Espírito Santo, tudo se torna fácil.

13 de julho de 2018

Deus se revela e nos desperta para vê-lo _ Resumo do Roteiro de Grupo de Reflexão

Sequência dos resumos do mês de março.

Um dia, uma linda e doce menina chamada Vânia contou-nos que quando criança, ganhou uma formosa boneca. Era a sua primeira boneca. Ficou muito feliz. Seus olhos brilhavam e o sorriso entornava pelo canto da boca. Disse que toda pessoa que chegava à sua casa, ela a tomava pela mão e a conduzir até seu quarto,  onde estava a boneca, para apresentar o presente.

 Quando experimentamos uma alegria muito grande,  temos  necessidade de compartilhá-la. Quando passamos por uma experiência profunda, encantadora, "forte demais"  logo ficamos fascinados, e queremos entender melhor o que está acontecendo. Necessitamos disso, pois nosso coração fica inquieto. É isso que aconteceu com a Samaritana, ao descobrir que presente lindo ela encontrou,  na beira do poço. 


Jesus se revelou a ela. (A revelação  é um passo importante para iniciação à vida cristã). 

 Através daquela palavra de Jesus ( João 4, 26) "Sou eu que estou falando contigo", percebemos que Ele se revela à Samaritana e também a cada um de nós, hoje. 

Quando Jesus se revela, Ele lança luzes sobre nós e também nos mostra quem somos. Isto aconteceu com a Samaritana e também acontece  com cada um de nós, que se aproxima de sua Luz.

Jesus se revela, se mostra para a mulher Samaritana, como sendo o Messias, isto é, o Cristo, o Deus que nos salva, a água viva que nos sacia,  para não termos mais sede . Deus se mostra a nós e, ao fazer isso, também mostra quem nós somos . Foi isto que aconteceu com a Samaritana.  Depois que Jesus se revelou, ela também foi revelada,  mostrada. Ela foi apresentada como uma mulher de" muitos maridos", ou seja a Samaritana , que representa todo o seu povo, estava sendo infiel ao único esposo,  que é Cristo. Dizer que tinha muitos maridos simboliza que estavam adorando outros deuses. 

Nosso  processo de iniciação à vida cristã é parecido com essa experiência do encontro,  que a Samaritana fez com Jesus . Ele nos mostra quem somos e quando estamos adorando a outros deuses, e não ao Pai, em espírito e verdade.

 A Samaritana descobriu que Jesus não a condenava. Ele abre nossos olhos para andarmos pelo caminho certo. Jesus a faz saber que ela pode ser incluída entre os adoradores, que o Pai procura . Deus Pai deseja encontrá-la. As duas frases pronunciadas por Jesus dizem tudo: " Sou eu que estou falando contigo". Esse versículo mostra o ápice do encontro da Samaritana com Jesus. Antes a Samaritana falava do Messias e agora ela descobre que fala diretamente com Ele, em pessoa. O que antes era esperança mal definida, agora é presença, é pessoa encontrada.

Depois que Jesus se revelou à Samaritana,  como o Messias,  a fonte de água viva, o Caminho a Verdade  e a Vida, e ela ficou tão encantada, por estar falando diretamente com o Filho de Deus, que foi correndo até a cidade da Samaria, contar aos outros habitantes. 
(O anúncio, outro passo importante no processo de iniciação à vida cristã)
Aqui acontece a experiência do anúncio.



É isso que o missionário faz! Conta a sua experiência de encontro com Jesus, para as pessoas da sua família e vizinhos.

" Venham e verão um homem que me disse tudo que eu fiz. 
Esse é o convite que o Missionário faz: 



Vinde ver! 
E, às vezes interroga, colocando o mistério que sentiu: Não será Ele o Cristo? Esta dúvida suscita nela a Esperança. 




O Diálogo que nos leva a conhecer Jesus - Resumo do Roteiro de Grupo de Reflexão

Sequência dos resumos . Roteiro do mês de março.

 Diálogo lembra palavra. E Palavra nos lembra a Bíblia e a Bíblia nos leva a conhecer Jesus e a amar o irmão e a irmã .

 O diálogo, com e sobre Jesus, muda nossas vida. Transforma-nos em pessoas generosas e comprometidas com a sua causa.

 Jesus quer se dar a conhecer. Ele se aproxima e  inicia o diálogo com a Samaritana. A Samaritana sabia que o Messias viria um dia,  mas não o conhecia. Sua compreensão sobre Jesus vai se dando aos poucos, de forma gradativa. A experiência de conhecer Jesus marcou e transformou sua vida. A água que Jesus dá é a sua própria Palavra, cheia de sabedoria divina. É, por meio da vida cristã,  que guardamos  esta preciosa Palavra que nos levará à vida eterna. 

"Nosso amado Papa Francisco tem-nos instigado a sermos uma igreja em saída. 



Porém, se nós não estamos conseguindo evangelizar os que vêm até nós, como podemos ser uma Igreja em saída? E aquelas pessoas que nos procuram na hora do Sacramento,  mas nunca  assumem a vida cristã? A criança participa da catequese de iniciação à Vida Eucarística e, depois, da catequese crismal; e muitos se afastam da Igreja. Depois, volta e participam da preparação para o matrimônio, se casam e novamente se afastam. Daí veem os filhos. Novamente, mais um "cursinho" para o Batismo! E ficamos na angústia de novamente, vermos aquela família afastada. 
Será que  a nossa ação pastoral e o nosso testemunho,  os encantam pela pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo?" 


Assumir a vida cristã é um processo.




 Não se torna Cristão de uma hora para outra. É necessário muito diálogo, para se chegar ao conhecimento da pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. O diálogo de Jesus com a Samaritana nos mostra isso. Ela se interessa na conversa, mas sua compreensão é gradativa. 

Sobre as coisas de Deus, nunca saberemos tudo. 
Somos eternos aprendizes na comunidade.




A experiência, que a Samaritana fez com Jesus, mudou a vida dela. Os maridos dela representam as idolatrias da religião, praticada em Samaria . Os samaritanos, sem se perceberem, se distanciaram do Deus verdadeiro. O fato deles cultuarem um deus, significa que procuraram saciar suas sedes.
 Mas, somente em Jesus,  encontraram esta vida nova.

   O verdadeiro Cristão é aquele que pratica as obras da Luz: em sua família, na comunidade e no mundo.