Na Comunidade Matriz, no dia 18 de setembro. Missa presidida por Pe João Gomes.
28 de setembro de 2016
26 de setembro de 2016
25 de setembro de 2016
Votar para Vereador – Artigo do Jornal de Notícias
As eleições municipais se aproximam. Finalmente, a luta pelo voto ganhou as ruas e redes sociais. No entanto, este debate costuma resumir-se a palpitar sobre em quem votar, ou não votar, para prefeito. A eleição para vereador, infelizmente, acaba sendo relegada a segundo plano.
É uma pena. O vereador tem um papel importantíssimo no município. Primeiro, é encarregado de aprovar as leis locais. Segundo, cabe-lhe fiscalizar as ações da Prefeitura. E finalmente, deveria ser uma via mais rápida de interlocução entre a sociedade civil e a prefeitura.
Legislador, fiscal e interlocutor: eis o trinômio que resume bem o papel do vereador. Contudo, o que se repara é que a maior parte dos vereadores legisla pouco e mal. Fiscaliza pior ainda. Raros são independentes em relação aos prefeitos. Via de regra são capachos do
Executivo ou opositores sistemáticos. Dois extremos que impedem uma fiscalização atenta e isenta das ações das prefeituras.
Não bastasse, muitos vereadores (e eleitores também) confundem o cargo com despachante de luxo de setores profissionais, religiosos ou comunitários. Creem que o vereador existe para fazer “favor” a quem o apoiou. E o vereador, para atendê-los, pede o favor ao prefeito, que lhe cobrará a fatura depois. É assim que das pequenas corrupções surgem as grandes .Logo, para termos melhores vereadores – verdadeiros legisladores, fiscais e interlocutores – é preciso refletir muito antes de votar. Imagine o leitor se, no norte de Minas, desde os menores municípios, com 9 vereadores, até Montes Claros, o maior deles, com 23, tivéssemos nas Câmaras Municipais uma maioria de parlamentares comprometida em legislar bem, fiscalizar com firmeza/isenção, além de levar ao prefeito as demandas de interesse geral da comunidade. Estaríamos, sem dúvida, muito melhores que estamos e menos envergonhados com as notícias que têm levado nossa região às manchetes nacionais. Ficam algumas dicas, então, de como escolher um bom nome para vereador:
É uma pena. O vereador tem um papel importantíssimo no município. Primeiro, é encarregado de aprovar as leis locais. Segundo, cabe-lhe fiscalizar as ações da Prefeitura. E finalmente, deveria ser uma via mais rápida de interlocução entre a sociedade civil e a prefeitura.
Legislador, fiscal e interlocutor: eis o trinômio que resume bem o papel do vereador. Contudo, o que se repara é que a maior parte dos vereadores legisla pouco e mal. Fiscaliza pior ainda. Raros são independentes em relação aos prefeitos. Via de regra são capachos do
Executivo ou opositores sistemáticos. Dois extremos que impedem uma fiscalização atenta e isenta das ações das prefeituras.
Não bastasse, muitos vereadores (e eleitores também) confundem o cargo com despachante de luxo de setores profissionais, religiosos ou comunitários. Creem que o vereador existe para fazer “favor” a quem o apoiou. E o vereador, para atendê-los, pede o favor ao prefeito, que lhe cobrará a fatura depois. É assim que das pequenas corrupções surgem as grandes .Logo, para termos melhores vereadores – verdadeiros legisladores, fiscais e interlocutores – é preciso refletir muito antes de votar. Imagine o leitor se, no norte de Minas, desde os menores municípios, com 9 vereadores, até Montes Claros, o maior deles, com 23, tivéssemos nas Câmaras Municipais uma maioria de parlamentares comprometida em legislar bem, fiscalizar com firmeza/isenção, além de levar ao prefeito as demandas de interesse geral da comunidade. Estaríamos, sem dúvida, muito melhores que estamos e menos envergonhados com as notícias que têm levado nossa região às manchetes nacionais. Ficam algumas dicas, então, de como escolher um bom nome para vereador:
HONESTIDADE: princípio de tudo. De nada adianta ser competente caso seja
desonesto. No final, vai acabar apoiando a corrupção, ativamente, ou passivamente, fingindo que não vê. E vai usar a própria inteligência para se beneficiar e nos prejudicar mais ainda do que se fosse um corrupto ou conivente de “pouco saber”.
CAPACIDADE: indispensável. De que adianta ser honesto e bem intencionado, se não
possui capacidade para legislar e fiscalizar bem? Não que precise ter nível superior ou doutorado.
Conhecemos muitos repletos de títulos, mas vazios de sabedoria, e vice-versa. Mas se não possuir um mínimo de preparo, vai acabar sendo um bobo da Corte, ou inocente útil, com salários e equipe de assessores bancada por nós, contribuintes.
desonesto. No final, vai acabar apoiando a corrupção, ativamente, ou passivamente, fingindo que não vê. E vai usar a própria inteligência para se beneficiar e nos prejudicar mais ainda do que se fosse um corrupto ou conivente de “pouco saber”.
CAPACIDADE: indispensável. De que adianta ser honesto e bem intencionado, se não
possui capacidade para legislar e fiscalizar bem? Não que precise ter nível superior ou doutorado.
Conhecemos muitos repletos de títulos, mas vazios de sabedoria, e vice-versa. Mas se não possuir um mínimo de preparo, vai acabar sendo um bobo da Corte, ou inocente útil, com salários e equipe de assessores bancada por nós, contribuintes.
NÃO BASTA SER AMIGO: se você quer arrumar emprego para familiar ou amigo, que o faça na iniciativa privada. Votar não é uma maneira honesta de arrumar emprego de vereador para uma pessoa apenas porque é seu amigo ou parente. Afinal, o amigo ou parente é seu, mas as consequências e os custos de colocar na Câmara alguém despreparado são de todos nós.
Felipe Caires – Promotor de Justiça
Iniciação Eucarística em Carmésia
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