25 de novembro de 2013

Mensagem de Dom Jeremias aos catequistas


(Texto extraído do relatório do encontro de coordenadores realizado no dia 09/11/2013)
Quem constrói a igreja do futuro é o catequista, evidentemente que temos que trabalhar em comunhão, bispo, clero e leigos.
É bonita a vida do catequista, pois receber uma criança para formar nela o amor e o conhecimento de Jesus cristo; é uma semente que o catequista vai fazer germinar, crescer e florescer. O catequista forma opinião, e para se colocar nesse papel de formador ,ele precisa ter consciência do seu “Sim”. E mais que formador de opinião ele é formador da fé.
Terminando o Ano da Fé, temos que perguntar: o que ficou pra mim nesse Ano da Fé? O que aprendi? O catequista precisa ter a espiritualidade. Como anda a nossa espiritualidade e a nossa sabedoria de vida? O que está em jogo não é o que se sabe, mas o tipo de pessoa que se é. É vestir a camisa de catequista. O que ensinamos tem que fazer parte da nossa vida, da nossa convicção, se isso não acontece as nossas atitudes fatalmente tornam o nosso testemunho falso.
A catequese deve promover a dignidade de cada pessoa, de acordo com a sua realidade e assim olhar as pessoas com os mesmos olhos de Jesus. Descobrir qual o olhar de Jesus para os outros, ele se preocupava com a vida das pessoas. Devemos olhar o mundo com os olhos de Deus. Temos que desenvolver a nossa sensibilidade amorosa como a de Jesus diante do sofrimento humano. Para isso o catequista deve estar necessariamente convertido com a oração, a confissão, a vida de comunhão e com uma espiritualidade encarnada, conhecer a sua fé, saber como ela é, porque o conhecimento da fé é significativo e ilumina a existência do lugar onde vivemos e para ensinar nossos catequizandos a serem luz também.
A oração é aberta a todos os problemas sociais e pessoais. Catequista que não está atento ao que acontece fora da Igreja não está de acordo com o humano. Nosso pé está no chão mas a nossa mão tem que estar no pulso de Deus. Sem isso, teremos uma fé alienada.
Precisamos conjugar a espiritualidade, a oração, a doutrina e a vida. A espiritualidade é um jeito de viver que evolui ou retrocede, é um jeito de viver. Pensemos nisso. Ela evolui ou retrocede conforme o alimento que recebe.
O cultivo da fé deve ser um ato de agradecimento a Deus, mas também será um empenho no sentido de agradecer a Deus em forma de ação. Construir em si mesmo o que anuncia aos catequizandos. Saber conviver e dialogar com a comunidade, a catequese é um serviço que nada dispensa a sua relação pessoal com seu catequizando levando o catequista à maturidade.
Na catequese há necessidade de pessoas amadurecidas, empolgadas com Deus, com o ser humano e consigo mesmo, pessoas mentalmente equilibradas. É a saúde emocional.
Agradeço a todos e todas por serem catequistas da diocese de Guanhães e convido a todos a se empenharem para que nossos sacerdotes apoiem mais a catequese nas nossas paróquias. Quero ver resultados, sei que tem muita coisa bonita acontecendo. Recomendo que alimentem a espiritualidade com a leitura orante da palavra de Deus, com a vida de eucaristia, com a oração do terço, a contemplação espiritual da cruz deixando que Jesus seja o nosso Cirineu ajudando-nos a levar a cruz da nossa vida. Porque está ficando cada vez mais difícil convencer as pessoas sobre quem é o verdadeiro Deus.
Roberto Magno

(Equipe de Comunicação da Catequese)

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