23 de junho de 2013

São João Batista



    A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda.

    Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.

    Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus. Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso, Maria foi visitar Isabel. "Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite ?'" (Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.

    Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: " Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo". João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida.

    A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e " não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27). Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).

    João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.

12 de junho de 2013

Catequese da Crisma




Queridos Amigos,

O Catequese Hoje (atendendo a vários pedidos) começou a postar uma série com indicações e orientações para a Catequese da Crisma, que envolve um número significativo de adolescentes e jovens. Os catequistas e coordenadores carecem de orientações mais atualizadas para o trabalho com jovens.

Conto com sua ajuda na divulgação do conteúdo para os catequistas de crisma.

Abraço carinhoso,
Lucimara

Obs: O site Catequese hoje passou para uma média de 16 mil acessos por mês, mas precisa ser mais divulgado no interior de Minas e Espírito Santo.

11 de junho de 2013

Ser catequizando é...


Ser catequizando é...
chegar no horário combinado para o início dos encontros. Quem atrasa atrapalha o grupo; quem é pontual valoriza a catequese, a/o catequista e os seus colegas catequizandos.
“Vou me esforçar para chegar antes do início dos encontros.”
Senhor, obrigado pelos encontros da catequese!
Ser catequizando é...
respeitar a/o catequista, cumprimentando-o ao chegar, ouvindo-o ao falar, tratando-o como alguém da família. O respeito é sinal de educação, gentileza, ternura e amor.
“Vou respeitar, muito e sempre, o meu catequista.”
Senhor, obrigado pelo/a catequista que me destes!
Ser catequizando é...
respeitar os meus colegas de catequese, querer bem a todos sem excluir ninguém, e estar sempre pronto a estender a mão a quem precisar de minha atenção e auxílio.
“Vou respeitar e auxiliar os meus colegas de catequese.”
Senhor, obrigado pelos amigos e amigas que tenho na catequese!


Roberto Magno

 

10 de junho de 2013

Santo Antônio, santo do amor, da ternura e da partilha




Mês de junho, homenageamos três grandes santos que souberam amar a Deus e aos irmãos, principalmente, usando dos seus dons, como: ternura, amor, caridade, partilha e muitos outros, para colocá-los a serviço de Deus e dos irmãos.
            Como esquecer Santo Antônio, São João Batista e São Pedro?
            As festas populares de junho destacam o companheirismo, a gratuidade, o sentimento de pertencer ao mesmo povo, para ter a mesma identidade com valores que fazem ligações entre as pessoas.
            O mês de junho é um tempo especial para a manifestação destes sentimentos.
            Festas juninas! Como são agradáveis e atraentes! Unem as famílias! 
             Não podemos deixá-las cair no esquecimento!

 Antônio de Pádua ou de Lisboa.

A primeira festa do ciclo junino é a de Santo Antônio, o culto a ele é como o de São João, herança portuguesa. Nascido em Lisboa, Santo Antônio é um dos mais populares e cultuados Santos tanto em Portugal quanto no Brasil.
 Segundo os portugueses a ação de Santo Antônio era fundamental na guerra e seu nome funcionava como arma contra perigos imbatíveis, também no Brasil devido as inúmeras guerras e revoltas ele era sempre invocado e ainda hoje é incontável o número de homenagens em seu louvor: igrejas construídas, nome de praças, de cidades, de pessoas, de ruas...
  Santo Antônio é cultuado ainda como Santo casamenteiro e deparador de coisas perdidas. Segundo Gilberto Freire, a escassez de portugueses na colônia, sublinhou o valor do casamento o que tornou populares os Santos padroeiros do amor, da fertilidade e das uniões. É também venerado como amigo e protetor das horas difíceis.
  Mas outros dons de Santo Antônio muitos desconhecem. Ele foi profundamente sensível, preocupava-se com o próximo, vivia repartindo  pão com a pobreza (chamado de pai dos pobrezinhos). Surgiu então comprovada eficácia do louvável costume de socorrer os pobres para obter por intercessão dele, a realização de um justo pedido. Daí a tradição do pão de Santo Antônio. Pães doados a Sua Igreja são bentos e distribuídos aos pobres “Guardar um pedaço desse pão junto aos mantimentos garante fartura” (pesquisadora Lourdes Macena).

 E ainda tem mais, foi grande orador e pregador, missionário do povo defendendo-o contra exploração e maus tratos de bárbaros invasores. Por sua fabulosa memória retentiva conhecia e vivia profundamente as sagradas escrituras, chegou a ser chamado certa vez pelo papa de “arca do Testamento”.

A maioria de nós católicos pensa que ter devoção a um santo é ficar alisando, cheirando uma imagem de barro e fazendo negócios com ele -  “O senhor me dá isso que eu faço isso” – Está certo? Deve ser assim?
O que deve marcar nossa devoção a um santo é seu exemplo de vida, de caminhada cristã. Beijar uma imagem é como se beijasse o retrato de alguém que se admira e ama muito, pelo que ele foi ou representa na nossa vida, um exemplo a ser seguido.


Posteriormente, falaremos sobre os outros dois santos.